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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

INCLUSÃO SOCIAL - TUDO BEM SER DIFERENTE

inclusão social


Olá, amigos !

Nesta semana, quero falar sobre inclusão social. Recebi um texto da minha amiga Raquel Vasconcelos sobre inclusão social. É um assunto que tem que ser refletido e discutido. A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade.

Para a educação infantil, tenho algumas sugestões que podem ser trabalhadas com os nossos pequeninos:  O escritor americano Todd Parr, que tem uma obra colorida, simples e com uma linguagem realmente especial, bem como os assuntos que ele aborda. Um lindo projeto que vale a pena conhecer! Espero que gostem!

inclusão social

Aqui, o propósito é refletir a respeito de como esse fato está sendo levado a se processar no comportamento das pessoas. Para tanto, o conceito de inclusão nos serve como bússola, procurando articular a correlação entre a compreensão desse conceito e sua configuração na prática.

Mas o que é incluir? É não colocar a diferença em questão. Não é ignorar que temos diferenças, porque todos nós temos. É perceber a diversidade como uma característica natural de cada um, em vez de fazer disso um parâmetro para definir o que é normal e anormal. Pressupõe estarmos em pé de igualdade uns com os outros. E da consciência dessa equidade derivam dois aspectos: desfazer alguns costumes e preparar o espaço físico adequando-o de maneira que todas as pessoas tenham acesso ao que a sociedade oferece e que nos é de direito: saúde, educação, transporte, trabalho, etc.

A educação inclusiva, por tanto, diz respeito à mudança de atitudes, e, neste sentido, me refiro a formas de pensar que não interagem com o presente, enraizadas em contextos históricos e ideológicos de outras épocas, e que se reflete na sociedade como um todo. Não é mais aceitável, hoje, por exemplo, confundir deficiência com impossibilidade. Isso é questionável. Ainda mais quando pensamos na tecnologia disponível.

inclusão social

Uma pessoa cega é capaz de atravessar, sozinha, um cruzamento? Sim. Vai depender da estrutura arquitetônica e não especificamente da deficiência: sinalizações táteis disponíveis no chão indicando sentidos e acessos, semáforos com dispositivos de áudio que indiquem a abertura e o fechamento destes, bem como o tempo para a travessia do pedestre, etc.

Assim também, a distância entre a cegueira e a possibilidade de aprendizado de um aluno cego, está na preparação do ambiente físico para recebê-lo, na qualificação do profissional, na metodologia e material didático utilizado para que o conhecimento chegue até ele.

Imagine um prédio de seis andares construído sem elevador. Quem vai preferir morar no sexto? Mesmo para uma pessoa que não tem deficiência, isso se torna inviável, até para um atleta, pois não envolve apenas subir e descer. Não faz sentido construir, atualmente, um edifício nestas condições, como não faz sentido a falta de acesso e oportunidade para todas as pessoas, isto é diretamente proporcional e independe de percentual. Tanto faz se as pessoas com deficiência representam 1% ou 10% da população. A estrutura precisa se adequar às especificidades das pessoas e não o contrário.

Esperar que o indivíduo se adéqüe as condições é um juízo que não procura incluir, além de ignorar o salto que a humanidade deu ao longo dos anos. Hoje, diante de uma sociedade globalizada, que passa constantemente por mudanças tecnológicas, científicas e ambientais, inserida num contexto dinâmico, a escola é também vista numa perspectiva política e social como sendo propulsora da cidadania e do desenvolvimento.

Neste sentido, o papel do educador é não apenas trazer para dentro da comunidade escolar o debate a este respeito, mas principalmente extrapolar os muros da escola levando esta formação a formar a ação, oferecendo, com isto, sustentação ao desenvolvimento de uma cultura de inclusão que considere a pessoa humana com deficiência em todas as suas potencialidades."

Texto de Raquel Vasconcelos. Pedagoga e Professora da Eccoprime.

tudo bem ser diferente de todd parr

A Bienal do Livro me trouxe uma novidade linda, colorida e com uma linguagem ao alcance do universo infantil. Um autor de sucesso nos Estados Unidos, agora com os seus livros traduzidos no Brasil, pela Editora Panda Books. Um autor interessante, com história pra contar e que aborda assuntos que deixam os cabelos em pé, como adoção, separação de pais, deficiências físicas, preconceitos raciais, entre outros.

Fiquei encantada como esse autor / ilustrador trata desses assuntos com amor e dedicação.Vale a pena conhecer a obra do autor Todd Parr, veja aqui no site da Panda Books!